Defesa de Braga Netto entra com pedido de soltura no STF

    O general está preso desde o dia 14 de dezembro, por tentar interferir na investigação da tentativa de golpe de Estado em 2022

    Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

    Os advogados de defesa do general Braga Netto encaminhou um ofício ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes solicitando a soltura do ex-ministro da Defesa. Ele está preso desde o dia 14 de dezembro, por tentar interferir na investigação da tentativa de golpe de Estado em 2022

    A defesa rebate diversos pontos da investigação. Um deles é que as circunstâncias que motivaram as investigações contra Braga Netto são “antigas”. Para os advogados, este cenário não justificaria a manutenção da prisão preventiva (por tempo indeterminado) dele, visto que o inquérito já foi concluído e ele estava solto durante as apurações.

    Os argumentos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República para manter a prisão também foram questionados. “[Esse suposto risco com a soltura do general é] mera presunção de que as condutas criminosas -genericamente- poderiam ser reiteradas. Sem qualquer indicação concreta de reiteração recente”.

    A defesa alega que não há “qualquer ato de interferência, manipulação ou obstrução das investigações” pelo ex-ministro. Eles solicitam a conversão da prisão por medidas cautelares. O documento é assinado pelos advogados José Luis Oliveira Lima e Rodrigo Dall’Acqua.

    “O Gen. Braga Netto é militar da reserva, sem histórico de desobediência a ordens judiciais nem condutas que justifiquem a adoção de uma medida tão severa. Além disso, como já demonstrado, inexiste qualquer indício concreto de que ele represente risco à ordem pública, à aplicação da lei penal ou que comprometa as investigações já finalizadas”, finaliza a defesa.