‘É inadmissível desacatar decisão judicial’, diz presidente do STF

    "Justiça individual, fora do direito, não é justiça senão vingança ou ato de força pessoal", disse Cármen Lúcia na abertura do ano Judiciário

    Cármen Lúcia

    Na cerimônia de abertura do ano Judiciário 2018, nesta manhã, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, cobrou respeito às decisões do poder em todas as instâncias.

    “Pode-se ser favorável ou desfavorável à decisão judicial pela qual se aplica o direito, pode-se buscar reformar a decisão judicial pelos meios legais e nos juízos competentes. O que é inadmissível e inaceitável é desacatar a Justiça, agravá-la ou agredi-la. Justiça individual, fora do direito, não é justiça senão vingança ou ato de força pessoal”, disse Cármen Lúcia.

    “A lei é a divisória entre a moral pública e a barbárie”, disse Cármen Lúcia, lembrando que o respeito à Constituição e à lei, para o outro, é a garantia do direito para cada um dos cidadãos. “A nós servidores públicos, o acatamento irrestrito à lei impõe-se como um dever acima de qualquer outro. Constitui mau exemplo o descumprimento da lei, e o mau exemplo contamina e compromete”, acrescentou a ministra.

    A presidente do Supremo ressaltou que o Judiciário não aplica a Justiça ideal e sim, a humana “posta à disposição para garantir a paz”. “Paz que é um equilíbrio no movimento histórico e contínuo entre os homens e as instituições”.