Em greve por tempo indeterminado, professores se reúnem com Executiva do PT

    Cúpula da sigla iniciou as tratativas para encerrar a paralisação dos docentes, que já dura mais de 50 dias

    Foto: Wilson Pedrosa/ Fotos Públicas
    Foto: Wilson Pedrosa/ Fotos Públicas

     

    Em greve por tempo indeterminado, reitores das universidades federais junto com uma comitiva de dirigentes de docentes se reuniram com a Comissão Executiva Nacional do Partidos Trabalhadores (PT) para iniciar as tratativas, a fim de fechar um acordo para encerrar a paralisação das atividades, que já dura mais de 50 dias. 

    Durante o encontro, os professores colocaram à mesa da presidente da sigla, Gleisi Hoffmann, as insatisfações sobre a baixa remuneração e as “universidades sucateadas” ao longo dos anos. Na oportunidade, a petista tentou esclarecer o impasse, no entanto, uma proposta para mitigar a ação não foi apresentada. 

    Na ocasião, de acordo com informações do portal Metrópoles, os docentes ainda se queixam de ter ajudado em peso a eleger o atual governo e não terem conseguido nada para a categoria após mais de um ano de gestão.

    Eles ainda salientaram que a greve não se trata de uma “provocação” de algum grupo político ultra esquerdista nem tampouco é um movimento contra o governo Lula. Foi reforçada a demanda pela recomposição do orçamento das universidades e institutos federais.

     Estavam presente a presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e 13 presidentes de associações de docentes (seções do Andes-SN), além de militantes filiados ao partido e representantes do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN).

    O encontro antecede a reunião dos reitores com o presidente Lula (PT), marcada para a próxima segunda-feira (10). As principais pautas da reunião serão a recomposição do orçamento das universidades e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das instituições.