Publicado em 15/03/2019 às 12h20.

Entidade islâmica repudia ataques em mesquita na Nova Zelândia

Por meio de nota, Federação das Associações Muçulmanas do Brasil afirmou que fiés foram "vítimas do ódio" do extremista; leia aqui

Redação
Foto: Reprodução/Twitter
Foto: Reprodução/Twitter

 

A Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (FAMBRAS) emitiu uma nota de repúdio aos ataques a uma mesquita na Nova Zelândia, que deixou ao menos 49 mortos e muitos outros feridos. A entidade islâmica, que está presente no país há 40 anos, afirmou que é “inconcebível” aceitar que política, ideologia ou religião, se tornem motivos de tamanha crueldade.

“É inconcebível aceitar que posições políticas, ideológicas ou religiosas sejam justificativas para atentar contra a vida”, diz o texto, que reforça também a dificuldade em compreender porquê “templos religiosos” são “invadidos por aqueles que desejam transformar fieis em vítimas de seu ódio.

A entidade lembra que, em nenhum trecho da “escrita sagrada do Islam”, há qualquer recomendação ou menção a atos radicais, “ou qualquer ação que não leve ao bem”, e a insurgência de grupos com este propósito só incentiva o que chamam de “islamofobia” – uma aversão aos muçulmanos em geral.

Por fim, o texto pede às autoridades da Nova Zelândia que apliquem “punição exemplar” aos criminosos envolvidos no ato terrorista. e deseja paz para”Neste momento doloroso, rogamos a Deus que inspire as autoridades neozelandesas para que, com base na lei, façam justiça com a punição exemplar dos agressores. Que Ele receba, em sua infinita misericórdia, as vítimas fatais do ataque e console os que sofrem com esta separação tão cruel. Que ajude no restabelecimento dos feridos, muitos deles ainda em estado grave, e fortaleça os homens e mulheres de bem – da Nova Zelândia e de todo o mundo – para que sigam em busca do entendimento e da paz”

Veja texto completo:

A Federação das Associações Muçulmanas do Brasil – FAMBRAS, entidade islâmica fundada há 40 anos no Brasil, vem a público manifestar seu repúdio aos ataques às Mesquitas Masjid Al Noor e Linwood, localizadas na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia.

Alegando ser de extrema-direita e anti-imigração, um australiano de 28 anos foi um dos quatro suspeitos detidos após o ataque. Segundo relatos da mídia, ele pertence a um grupo que dissemina mensagens de ódio, especialmente contra muçulmanos. O crime – que resultou, até o momento, em 49 mortes, além de deixar muitos feridos – foi filmado pelo atirador e publicado numa rede social.

É inconcebível aceitar que posições políticas, ideológicas ou religiosas sejam justificativas para atentar contra a vida. Também é difícil aceitar que templos religiosos, que reúnem pessoas em busca de paz e de comunhão com Deus, sejam invadidos por aqueles que desejam transformar fieis em vítimas de seu ódio.

A FAMBRAS, que considera parte de sua missão combater o preconceito aos muçulmanos por meio da informação, assegura que a religião islâmica tem como premissa a promoção da paz, da caridade, da justiça social e, sobretudo, a valorização do bem mais precioso ofertado por Deus: a vida. Não há nas escrituras sagradas do Islam nenhuma recomendação para a prática de atos radicais ou qualquer outra ação que não leve ao bem. O que fomenta a chamada ‘islamofobia’, portanto, é, principalmente, a desinformação.

Neste momento doloroso, rogamos a Deus que inspire as autoridades neozelandesas para que, com base na lei, façam justiça com a punição exemplar dos agressores. Que Ele receba, em sua infinita misericórdia, as vítimas fatais do ataque e console os que sofrem com esta separação tão cruel. Que ajude no restabelecimento dos feridos, muitos deles ainda em estado grave, e fortaleça os homens e mulheres de bem – da Nova Zelândia e de todo o mundo – para que sigam em busca do entendimento e da paz.

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