Funcionário morre no expediente e tem corpo escondido dentro da loja

    Funcionários do supermercado Carrefour bloquearam a visão dos clientes para não precisar fechar a loja

    Foto: Twitter/ Arquivo Pessoal

    Um funcionário da empresa Coco do Vale, que prestava serviço na rede de supermercados Carrefour em Recife, Pernambuco, morreu na última sexta-feira (14), durante o horário de trabalho, e teve o corpo escondido por guarda-sóis dentro do estabelecimento. O caso ganhou repercussão nas redes sociais na noite de terça-feira (18) e gerou revolta.

    Moisés Santos, promovia produtos alimentícios na unidade, quando sofreu um mal súbito e veio a óbito.

    Para que o supermercado não fosse fechado devido a morte do rapaz, outros funcionários do estabelecimento bloquearam a visão dos clientes cobrindo o corpo de Moisés com tapumes e guarda-sóis, de 8h às 12h, quando o Instituto Médico Legal (IML) foi retirar o corpo do local.

    Em resposta a um internauta nas redes sociais, a Carrefour lamentou a morte do colaborador e anunciou mudanças no protocolo para que o episódio não aconteça novamente.

    “O inesperado falecimento do Sr. Moisés Santos, vítima de um infarto, foi um triste acontecimento para todos colaboradores. O Carrefour sente muito e informa que, por conta do ocorrido, revisitou seus protocolos, implementando a obrigatoriedade de fechamento das lojas para fatalidades como essa. Assim que o prestador de serviços começou a passar mal, iniciamos os primeiros socorros e acionamos o SAMU imediatamente. Permanecemos à disposição para apoiar a família do Sr. Moisés neste momento tão difícil”.

    Por meio de nota enviada ao bahia.ba, a empresa se pronunciou sobre o caso. Confira na íntegra:

    O Carrefour pede desculpas em relação à forma inadequada que tratou o triste e inesperado falecimento do Sr. Moisés, vítima de um ataque cardíaco, na loja de Recife (PE). A empresa errou ao não fechar a loja imediatamente após o ocorrido à espera do serviço funerário, bem como não encontrou a forma correta de proteger o corpo do Sr. Moisés.
    Reforçamos que, assim que o promotor de vendas começou a passar mal, fizemos os primeiros socorros e acionamos o SAMU, seguindo todos os protocolos para realizar o socorro rapidamente. Após o falecimento, seguimos a orientação de não retirar o corpo do local.
    O Carrefour também reitera que mudou as orientações aos colaboradores para situações raras como essa – incluindo a obrigatoriedade do fechamento da loja -, com objetivo de trazer mais sensibilidade e respeito ao conduzir fatalidades. Continuaremos em contato com a família do Sr. Moisés para apoiá-los no que for necessário e nos solidarizamos com o momento tão difícil.