Inadimplência de aluguel atinge o menor nível em sete meses no Brasil

    Estudo revela que a pontualidade nos pagamentos varia significativamente de acordo com o valor do aluguel e o perfil do imóvel

    Foto: Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas

    O mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com uma notícia positiva para locadores e investidores. A inadimplência de aluguel registrou a taxa mais baixa dos últimos sete meses, fixando-se em 3,44% em dezembro. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, que monitora as transações financeiras do setor.

    O recuo de 0,25 ponto percentual em relação a novembro reflete uma melhora no fôlego financeiro das famílias e empresas no encerramento do ano, superando inclusive o desempenho de dezembro de 2024 (3,46%).

    O estudo revela que a pontualidade nos pagamentos varia significativamente de acordo com o valor do aluguel e o perfil do imóvel:

    Alta Renda e Populares: Ambas as extremidades registraram quedas importantes. Aluguéis acima de R$ 13 mil baixaram para 6,04% de inadimplência, enquanto imóveis de até R$ 1 mil recuaram para 5,89%.

    Mais Estáveis: A maior adimplência foi verificada na classe média. Imóveis com aluguéis entre R$ 3 mil e R$ 5 mil tiveram apenas 1,85% de atrasos.

    Comercial vs. Residencial: Os imóveis comerciais apresentaram a maior redução mensal (de 5,22% para 4,65%), sinalizando uma recuperação no setor de serviços e comércio. Entre os residenciais, apartamentos (2,23%) continuam sendo ativos mais seguros que casas (3,74%).

    Panorama regional

    Apesar da melhora nacional, as disparidades regionais permanecem acentuadas. O Nordeste segue como a região com o maior desafio de recebimento, enquanto o Sul mantém os índices mais saudáveis do país.

    A queda generalizada no Sudeste e no Sul foi determinante para puxar a média nacional para baixo, compensando as leves altas registradas nas regiões Norte e Centro-Oeste.

    Especialistas atribuem o bom desempenho global de dezembro à injeção de liquidez do 13º salário e à estabilização dos índices de inflação que impactam o custo de vida.