Junho registra maior número de focos de calor dos últimos 14 anos na Amazônia

    Dados foram divulgados nesta quinta (1) pelo Inpe

    Foto: José Cruz/ Agência Brasil

    O último mês de junho registrou o maior número de focos de calor na Amazônia desde 2007. O dado foi divulgado na manhã desta quinta-feira (1) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

    Os satélites registraram 2.308 focos de calor, o que representa um aumento de 2,6% em relação a junho de 2020, quando já havia batido o recorde histórico.

    Nos próximos meses, o cenário preocupa alguns especialistas. Com números altos de queimadas ainda no começo do verão amazônico, meses onde há uma diminuição natural das chuvas na Amazônia, esses números tendem a subir ainda mais.

    De acordo com Rômulo Batista, porta-voz da campanha Amazônia do Greenpeace no Brasil, nós estamos vivendo uma emergência climática e a queima de florestas e outras vegetações nativas é a principal fonte brasileira de emissão de gases de efeito estufa que agravam ainda mais essa crise. Outro reflexo dos desmatamentos e queimadas que todos já estamos sentindo é a alteração do regime de chuvas. Os reservatórios para geração de energia e até mesmo para captação de água para consumo humano encontram-se em níveis historicamente baixos, causando risco de racionamento e aumento na conta de energia e no preço dos alimentos por perda de produção.

    “Estamos vivendo um momento muito triste para a floresta e seus povos. Eles estão sendo atacados por todos os lados, seja pelos desmatadores, grileiros, madeireiros e garimpeiros que avançam sobre a floresta ou territórios, seja por meio do Congresso e do Poder Executivo que, não só não combatem esses crimes e danos ambientais, como os estimulam, seja por atos ou omissões”, conclui Rômulo.