Kassio Nunes admitiu que não fez pós-graduação na Espanha e culpa tradução, diz senador

    Desembargador disse que o curso era um "postgrado", um tipo de especialização sem paralelo com a pós-graduação nos moldes brasileiros

    Foto: Divulgação/TRF1

    O desembargador Kassio Nunes, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), admitiu que não fez um curso de pós-graduação na Universidad de La Coruña, na Espanha, ao senador Randolfe Rodrigues. Na noite de terça-feira (7), o Estadão revelou que a universidade alegou que não oferece o curso informado pelo magistrado.

    Segundo o UOL, Kassio Nunes tenta agora atribuir a informação a um “erro”, ou um problema na tradução. A universidade havia dito que o magistrado participou de um curso rápido de apenas 5 dias, em 2014.

    O curso rápido feito seis anos atrás seria, segundo Nunes, um “postgrado”, o que ele diz ser um tipo de especialização sem paralelo com a pós-graduação nos moldes brasileiros.

    “No entender dele é uma compreensão que não é correta, de ser pós-graduação. O que ele disse e está realmente no currículo dele é que ele fez um ‘postgrado’, em espanhol. É um curso que não é pós-graduação, na argumentação dele”, disse Randolfe, que é líder da oposição no Senado, após o encontro com o desembargador.

    Ainda de acordo com UOL, o fato é que “postgrado” é, sim, pós-graduação, nos mesmos moldes definidos pelo entendimento no Brasil ou no exterior. Como mostra o dicionário de Cambridge, por exemplo, ao esclarecer que se trata de um grau “mestre” de formação universitária. O dicionário explica ainda que se trata de um curso acadêmico em que estudantes podem levar mais de um ou dois anos para concluírem, após terem feito a graduação.