Luiz Felipe Pondé prevê que home office deve aumentar o número de divórcios

    O filósofo ainda comentou a expressão "novo normal": "Eu acho muito brega"

    Foto: Arquivo Pessoal/Instagram

    O filósofo Luiz Felipe Pondé comentou em seu canal no YouTube sobre alguns efeitos da pandemia causada pelo novo coronavírus no comportamento da sociedade. Pondé criticou o uso do termo “novo normal” e disse que o home office deve aumentar o número de divórcios.

    Considerado um dos maiores intelectuais do Brasil, Pondé ironizou o termo “novo normal” e comentou que acha “muito brega. Ele ainda disse que as pessoas que usam essa expressão “na realidade não entende muita coisa do que está acontecendo”.

    “Porque não deve acontecer nenhum novo normal. O que existe são algumas mudanças, principalmente associadas a algumas experiências de muito estresse, que seja de volta ao trabalho, de volta ao shopping, de volta a escola, […] e isso daí você tem um estranhamento com hábitos e costumes. Isso é normal e provavelmente com o tempo vai passar”, explicou.

    Para Pondé, “daqui há três anos ninguém vai se lembrar [da Covid-19], assim como ninguém se lembrava da Gripe Espanhola”. O filósofo também ironizou a discussão sobre o home office.

    “Home office é uma expressão que eu acho que deve dar orgasmo em algumas pessoas. Algumas pessoas falam do home office como se tivesse descoberto a cura do câncer, ou alguém que trabalha home office significa alguém super avançado, alguém do futuro”, comentou.

    Pondé também prevê que a pandemia deve fazer com que surjam mais empregos home office e que isso deve significar uma economia para as empresas, mas que também deve elevar os custos para os trabalhadores. Segundo as suas previsões, outra consequência do home office será o fim de muitos relacionamentos.

    “Provavelmente o home office será mais uma razão para que as pessoas não consigam manter os seus próprios relacionamentos. […] Provavelmente o home office vai piorar o narcisismo, a solidão e as brigas, porque os casais vão ficar trabalhando no mesmo espaço, e imagine se tiverem um filho. […] Então, ficam aquelas três pessoas espremidas num espaço, achando que são o futuro, quando na realidade elas são uma experiência totalmente distópica de como é você ser obrigado a viver sem ausência”, afirmou.

    Assista o vídeo: