Marca de roupas se retrata após ser acusada de tentar lucrar com morte de vendedora

    Farm divulgou um cupom de desconto de Kathlen Romeu para doar comissão à família da jovem, assassinada no Rio

    Foto: Instagram/ Arquivo Pessoal

    A marca de roupa Farm se pronunciou no fim da tarde desta quarta-feira (9) após polêmica criada pela própria empresa, ao divulgar um cupom de desconto de uma vendedora que foi morta no Rio de Janeiro como forma de homenagear a ex-funcionária da empresa.

    A funcionária em questão era a jovem Kethlen Romeu, de 22 anos,  que estava grávida e morreu baleada com um tiro de fuzil no tórax na terça-feira (8) no Complexo do Lins, Zona Norte do Rio.

    De acordo com a empresa, a ideia era usar o dinheiro da comissão de Kethlen, que já era de direito da contratada, para doar para à família.

    “A partir de hoje, toda a venda feita no código de Kathlen terá sua comissão revertida em apoio para a sua família”, dizia parte da publicação.

     

    A ação foi criticada nas redes sociais. “A Farm fazendo a Kathlen trabalhar depois de morta para reverter a COMISSÃO dela em vendas pra família”, disse um internauta.

    “O que a Farm tá fazendo disfarçado de ato de bondade é um absurdo. É lucrar com a morte de gente preta. Não precisam disso, tem dinheiro demais na mão desses brancos”, afirmou outra.

    Por meio das redes sociais, a marca admitiu que errou na promoção feita e retirou o código do ar.

    “A Farm vem a público se desculpar pela ação que envolveu o uso do código de vendedora de Kathlen Romeu nesse momento tão difícil. Com vocês, entendemos a gravidade do que representou este ato, por isso, retiramos o código E957 do ar. Continuaremos dando o apoio e suporte à família, como fizemos desde o primeiro momento em que recebemos a notícia”.