PF conclui inquérito e indica associação criminosa no uso de avião da FAB

    Relatório da PF indica que avião da FAB foi utilizado para transportar drogas para o exterior

    Foto: Guarda Civil de Sevilla

    A Polícia Federal (PF) concluiu que houve associação criminosa no uso do avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportar drogas para o exterior, pelo ex-sargento da Aeronáutica, Manoel Silva Rodrigues. O militar foi preso em Sevilha, na Espanha, em 2019, ao transportar 39 quilos de cocaína pura em um voo da comitiva presidencial. O relatório com o resultado da investigação, produzido pela PF, já foi encaminhado para a Justiça Federal, com sugestão de envio para a Justiça Militar.

    “Os fatos envolvendo a utilização de aeronaves militares é que consolidam um conjunto probatório sólido dos crimes de tráfico ilícito de entorpecentes e associação para o tráfico não havendo outras diligências que, no momento, permitam a continuidade das investigações”, diz relatório da Polícia Federal.

    O documento, com 392 páginas, aponta que o sargento da FAB, Jorge Silva estava incumbido de recrutar pessoas junto à Força Aérea, e essas atuavam como “mulas” levando a droga para fora do país, o caso do sargento Manoel Silva Rodrigues, preso em 2019.

    Já a mulher do sargento preso, Wilkelane Nonato, faria parte da quadrilha e teria sumido com aproximadamente R$ 40 mil após a prisão do marido. Outra pessoa envolvida, Marcos Daniel Gama ou “Chico Bomba” seria o dono da droga apreendida.

    A PF afirma que a falta de colaboração de órgãos no exterior dificultou o processo de investigação, como a obtenção de material como áudios e celulares que não vieram para o Brasil.

    O sargento Manoel Silva Rodrigues, que fazia parte dos 21 militares que integravam a comitiva do presidente Jair Bolsonaro (PL) a Tóquio, foi preso no Aeroporto de Sevilha, na Espanha, com cerca de 39 quilos de cocaína pura, acusado de tráfico internacional de drogas.

    O ex-militar permanece na Espanha, onde foi condenado e cumpre seis anos de prisão.

    Um outro inquérito que apura o crime de lavagem de dinheiro tramita na 10ª Vara Federal do DF.