PF desarticula esquema de desvio de recursos públicos em Roraima

    Ação contou com a participação de 60 policiais federais e foram foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão

    Foto: Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil

    Com o objetivo de desarticular um grupo criminoso que seria responsável por fraudes em licitações e desvios de recursos públicos da Saúde Pública em Roraima, a Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (19) a Operação Godfather.

    A ação contou com a participação de 60 policiais federais e foram foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal de Roraima, após representação da Autoridade Policial e manifestação favorável do Ministério Público Federal.

    As investigações apontaram que houve um conluio entre os participantes de procedimento licitatório para fornecimento de alimentos para unidades de saúde estaduais de Roraima no ano de 2017. O objetivo seria garantir a vitória de uma empresa já investigada no âmbito da operação Escuridão, deflagrada pela PF em 2018 para apurar desvios de recursos públicos no sistema penitenciário.

    Uma empresa que, a princípio, não faria parte do esquema, no entanto, logrou-se vencedora do certame e teria sido cooptada pela organização para a participação da fraude e pagamentos de propinas. O esquema teria envolvido de familiares de membros do Poder Executivo estadual, à época, e servidores públicos, além de empresários.

    De acordo com as investigações, as propinas seriam distribuídas para viabilizar os pagamentos de faturas, permitir a renovação de contratos e garantir o atesto fraudulento de recebimento de refeições. Também teria ocorrido atuação criminosa em outros contratos, como um firmado com a Prefeitura de Boa Vista, por exemplo, para fornecimento de alimentos ao Hospital da Criança Santo Antônio.

    Apenas do governo estadual, a empresa já teria recebido mais de 14 milhões de reais entre agosto de 2017 e abril de 2019, período cuja documentação bancária e fiscal já constam consolidadas pela investigação. O contrato continua em andamento.

    Os investigados poderão responder, na medida de sua participação, pelos crimes de associação criminosa, fraude em licitação, superfaturamento, extorsão, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

    (Com Agência PF)