PMs devem ter câmeras corporais ligadas durante confronto, prevê diretriz do governo

    Acionamento deve ocorrer também em operações, atuações ostensiva e em contato com presos; adesão às normas não é obrigatória

    Foto: Reprodução/SSP-BA

    Câmeras corporais de policiais lançadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública devem ser obrigatoriamente ligadas em operações, atuações ostensiva e em contato com presos. 

    É o que prevê uma diretriz do governo federal que elenca 16 circunstâncias em que as câmeras devem ser acionadas em uniformes de policiais e também de agentes penais, dentro e fora do sistema prisional. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

    A medida vem à tona em meio à discussão do tema em São Paulo. Novo edital lançado pela gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) para a aquisição de 12 mil câmeras para a Polícia Militar sofreu alterações em relação ao sistema atualmente em vigor, principalmente na forma como a gravação é feita.

    As normas admitem três modalidades de uso: acionamento automático, remoto e pelos próprios integrantes da força de segurança.

    No acionamento automático, que deve ser preferencialmente adotado conforme a diretriz, a gravação é iniciada desde a retirada do equipamento da base até a sua devolução, registrando todo o turno de serviço. Nesse caso, a gravação também é configurada para responder a determinadas ações, eventos, sinais específicos ou geolocalização.

    Há também a modalidade por acionamento remoto, quando a gravação é iniciada, de forma ocasional, por meio do sistema, após decisão da autoridade competente ou se determinada situação exigir o procedimento.

    Outra possibilidade é o acionamento dos próprios integrantes dos órgãos de segurança pública para preservar sua intimidade ou privacidade durante as pausas e os intervalos de trabalho.

    Segundo a Folha, os órgãos de segurança pública do país deverão se adequar às normas institucionais, inclusive disciplinares, à utilização das câmeras corporais, definindo as condutas inadequadas e as respectivas sanções aos profissionais.

    O objetivo de padronizar a utilização dessa tecnologia no Brasil, aumentando a transparência e a proteção dos profissionais de segurança e da população.

     

    VEJA TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS EM QUE AS CÂMERAS DEVEM SER OBRIGATORIAMENTE LIGADAS

    1- Atendimento de ocorrências;

    2- Atividades que demandem atuação ostensiva, seja ordinária, extraordinária ou especializada;

    3- Identificação e checagem de bens;

    4- Buscas pessoais, veiculares ou domiciliares;

    5- Ações operacionais, inclusive aquelas que envolvam manifestações, controle de distúrbios civis, interdições ou reintegrações possessórias;

    6- Cumprimento de determinações de autoridades policiais ou judiciárias e de mandados judiciais;

    7- Perícias externas;

    8- Atividades de fiscalização e vistoria técnica;

    9- Ações de busca, salvamento e resgate;

    10- Escoltas de custodiados;

    11- Todas as interações entre policiais e custodiados, dentro ou fora do ambiente prisional;

    12- Durante as rotinas carcerárias, inclusive no atendimento aos visitantes e advogados;

    13- Nas intervenções e resolução de crises, motins e rebeliões no sistema prisional;

    14- Nas situações de oposição à atuação policial, de potencial confronto ou de uso de força física;

    15- Nos sinistros de trânsito;

    16- No patrulhamento preventivo e ostensivo ou na execução de diligências de rotina em que ocorram ou possam ocorrer prisões, atos de violência, lesões corporais ou mortes.