Polícia Civil vê suspeita de incêndio criminoso em estátua da Havan em São Carlos (SP)

    Investigadores ligados ao caso afirmam laudo será conhecido até o final da próxima semana

    Foto: Reprodução EPTV

    A Polícia Civil em São Carlos (SP) informou nesta quinta-feira (2) que classifica como suspeita de “incêndio criminoso” a ocorrência com uma réplica da Estátua da Liberdade em uma loja da Havan na cidade do interior paulista.

    Investigadores ligados ao caso afirmam que a comprovação de que o fogo foi proposital deverá ser feita pela perícia técnica e que o laudo será conhecido até o final da próxima semana.

    Na tarde desta quinta (2), o delegado Maurício Antônio Dotta e Silva, do 1º Distrito Policial de São Carlos, foi ao local para prosseguir com as investigações e analisar as imagens do circuito de segurança – os investigadores ainda buscam identificar quem teria causado o incêndio.

    O artigo 250 do Código Penal Brasileiro define como incêndio criminoso o ato de “causar incêndio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outra pessoa”. A pena é de três anos a seis de anos de prisão, além de multa.

    Luciano Hang fala em “terrorismo”

    Em um vídeo publicado nas redes sociais, Luciano Hang, dono da empresa e apoiador entusiasta de Jair Bolsonaro (sem partido) disse que a empresa foi vítima de “terrorismo”.

    “Só vamos mudar esse país com coragem de poder afrontar o que está errado e coibir atos de terrorismo, que tentam afrontar e me intimidar. Jamais vão conseguir: eu amo esse país e vou lutar todos os dias para fazer um país cada vez melhor para todos os brasileiros”, afirmou o empresário.

    Sancionada pela então presidente da República Dilma Rousseff (PT), em março de 2016, a lei 13.260/2016 define como o terrorismo “a prática por um ou mais indivíduos dos atos previstos neste artigo, por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública.”