Policiais perdem cargo após sequestrar filho de traficante, diz coluna

    Plano de extorsão dos policiais foi descoberto por causa de um grampo da Polícia Federal no telefone do filho do traficante Pingo

    Foto:Reprodução / Redes Sociais

    De acordo com a coluna de Paulo Cappelli no Metrópoles, dois investigadores da Polícia Civil de São Paulo perderam o cargo, nesta sexta-feira (24), após serem condenados pelo sequestro do filho de um dos maiores traficantes de armas e drogas do Brasil. Arnaldo Barbosa Filho e Ricardo Kochi foram presos há exatos 20 anos, por extorquirem 150 mil dólares do traficante Erineu Domingos Soligo, o Pingo.

    A coluna aponta que o plano só foi descoberto porque a dupla de policiais usou o telefone do filho de Pingo para fazer a negociação. Para o azar deles, o aparelho estava grampeado pela Polícia Federal (PF), que alertou a Corregedoria da Polícia Civil e o Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc).

    Ainda segundo o Metrópoles, na época, Pingo era considerado foragido da Justiça brasileira e morava no Paraguai. Ele foi apontado pela CPI do Narcotráfico, em 2000, como fornecedor de armas e drogas, trabalhando com o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, do Comando Vermelho. A coluna acrescenta que em abril de 2003, Barbosa e Kochi, que atuavam no Denarc, prenderam Jonathan Wink Soligo, filho de Pingo, e Jefferson Santana de Souza. Eles estavam com 50 quilos de cocaína em uma lanchonete no bairro do Brás Leme.

    O Metrópoles acrescenta que segundo denúncia do Ministério Público de São Paulo, ao reconhecerem Jonathan Soligo, Barbosa e Kochi decidiram levar a dupla para um hotel e pedir resgate pela liberdade do filho de Pingo. O valor inicial foi de 250 mil dólares, mais tarde reduzido para 150 mil dólares.