PRF tem até esta segunda para retomar radares móveis em rodovias federais

    Uso de medidores de velocidades móveis e portáteis foi suspenso em agosto deste ano

    Foto: Elói Corrêa/GOVBA
    Foto: Nucom/PRF
    Foto: Nucom/PRF

     

    A PRF (Polícia Rodoviária Federal) tem até esta segunda (23) para retomar a fiscalização com radares móveis nas rodovias federais, segundo determinação do juiz Marcelo Gentil Monteiro, da 1ª Vara Federal Cível do Distrito Federal. No dia 11 de dezembro, o juiz atendeu a um pedido liminar feito pelo Ministério Público Federal e entendeu que a falta dos equipamentos pode causar danos à sociedade.

    Inicialmente, ele havia determinado o prazo máximo de 72 horas para o restabelecimento da fiscalização. A pedido da AGU (Advocacia-Geral da União), entretanto, o prazo foi estendido até hoje. “O novo prazo surgiu em razão da necessidade da adoção de medidas administrativas para concretização da reativação do uso dos equipamentos”, informou a PRF em nota na ocasião.

    “A PRF informa à sociedade que já iniciou as tratativas necessárias, alinhada com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, para efetivar o cumprimento judicial que determina a retomada do uso dos radares nos procedimentos de fiscalização do órgão.”

    “Assim, a PRF estará reativando na sua rotina de atividades operacionais, no prazo e modo estipulado pela decisão supracitada, a modalidade de fiscalização de velocidade com o uso dos equipamentos citados, priorizando o caráter preventivo e educativo de seu emprego”.

    Caso não fosse cumprido o prazo, a União teria que arcar com multa de R$ 50 mil por dia de atraso.

    O uso de medidores de velocidades móveis e portáteis foi suspenso em agosto. Os equipamentos móveis tinham sido recolhidos após a publicação de um despacho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Na ocasião, foram revogados atos administrativos sobre a atividade de fiscalização eletrônica de velocidade em rodovias e estradas federais. Bolsonaro disse que iria recorrer da decisão.

     

    Com UOL e Agência Brasil