Sargento preso com cocaína em avião da FAB vira réu na Justiça Militar

    Manoel Silva Rodrigues foi preso em Sevilha, na Espanha, em 25 de junho transportando a droga, avaliada em mais de 1,4 milhão de euros

    Foto: Guarda Civil da Espanha

    A Justiça Militar recebeu a denúncia oferecida pelo Ministério Público Militar (MPM) contra Manoel Silva Rodrigues, segundo-sargento da Força Aérea Brasileira (FAB), preso na Espanha em 25 de junho transportando uma carga de 37 kg de cocaína em um avião da FAB.

    A acusação, divulgada à imprensa nesta sexta-feira (10), foi recebida pelo juiz federal da Justiça Militar, Frederico Magno de Melo Veras, titular da 2ª Auditoria da 11ª Circunscrição Judiciária Militar (11ª CJM).

    A denúncia foi feita pelo promotor de Justiça Militar Jorge Augusto Caetano de Farias, da 2ª Procuradoria de Justiça Militar em Brasília, junto à Justiça Militar da União pelo crime de tráfico internacional de drogas. O crime não é previsto no Código Penal Militar (COM), mas o caso se enquadra como possível crime de natureza militar por extensão.

    Rodrigues foi preso em Sevilha, na Espanha, em 25 de junho transportando a droga, avaliada em mais de 1,4 milhão de euros (pouco menos de R$ 6,4 milhões). A droga só foi descoberta na chegada à Europa, quando foi realizada a prisão em flagrante – Rodrigues continua preso.

    “Ao desembarcarem em Sevilha, os passageiros fizeram o procedimento de imigração e passaram suas bagagens pelo raio-x do aeroporto, ocasião em que o denunciado foi flagrado na posse da aludida quantidade de substância entorpecente, acondicionada em sua mala de mão, no transterno e na mochila, consoante depoimentos e auto de prisão em flagrante lavrado pela polícia espanhola”, relata a denúncia, , datada de 19 de dezembro.

    A pedido do juiz, as testemunhas arroladas na denúncia serão ouvidas no dia 21 de maio, às 14h. A data, segundo a decisão do magistrado, “leva em consideração a circunstância dever o acusado ser citado por meio de Pedido de Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça”.

    O juiz afirmou ainda que não foi necessário avaliar a aplicação de medidas cautelares restritivas de liberdade, uma vez que o acusado ainda está preso por decisão de autoridades espanholas.