Sindicato avalia ampliar a paralisação nacional de auditores da Receita Federal

    Movimento pode alcançar servidores de portos e aeroportos

    Foto: Agência Brasil

    O Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco) avalia ampliar a greve para portos e aeroportos. O movimento teve início na segunda-feira (27). Em reunião, a categoria reclamou que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) não sinalizou que irá atender as demandas dos servidores.

    De acordo com o portal Metrópoles, integrantes do sindicato falaram que o governo vem ignorando os sinais da categoria. O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, se reuniu na segunda com a administração da Receita Federal. Entretanto, nenhuma solução concreta para o impasse foi apresentada. O ministro da Economia, Paulo Guedes, por sua vez, está de férias.

    A categoria demanda a regulamentação de um bônus de produtividade que já vem sendo pago há cerca de 5 anos. Eles alegam que o governo se comprometeu a regulamentar o extra até este ano.

    Outra reclamação é o que representantes dos auditores chamam de “desmonte da Receita”. O relator do orçamento reduziu de R$ 2,5 bilhões para R$ 1,7 bilhão o valor para as atividades do órgão. Caberia a Paulo Guedes esclarecer quanto dos recursos disponibilizados poderiam ser utilizados para a regulamentação do bônus.

    Guedes enviou, nesta terça-feira (28), uma carta para os ministros se posicionando contra qualquer reajuste para o funcionalismo público.