Substância tóxica é encontrada em mais um lote de cerveja, anuncia Polícia de MG

    Suspeita-se que o dietilenoglicol seja a causadora de uma morte e ao menos dez internações no estado

    Foto: Gustavo Andrade/Divulgação

    A Polícia Civil de Minas Gerais anunciou nesta segunda (13) que encontrou mais um lote da cerveja Belorizontina, da marca Backer, contaminado com dietilenoglicol. Suspeita-se que a substância tóxica seja a causadora de uma morte e ao menos dez internações no estado.

    Agora, são três os lotes – contendo, cada um, 33 mil unidades de cerveja – nos quais a substância foi identificada, de acordo com o superintendente da Polícia Técnico-científica da Polícia Civil, Thalles Bittencourt – segundo os policiais, o produto foi comercializado em Minas Gerais e Espírito Santo.

    A policia civil informou também que, além do dietilenoglicol, foi encontrada a substância monoetilenoglicol, que também é tóxica, no tanques de refrigeração da fábrica Backer, em Belo Horizonte.

    A Polícia Civil não descarta nenhuma possibilidade de investigação, inclusive sabotagem – de acordo com a polícia, um supervisor da empresa registrou boletim de ocorrência por ameaço em 19 de dezembro de 2019, após um funcionário ter sido demitido. A fabricante nega irregularidades em sua linha de produção.

    A substância foi detectada por exames de sangue em 5 dos 11 pacientes afetados por uma síndrome nefroneural (que compromete rins e sistema nervoso) entre o fim do ano passado e o início deste ano.

    Os pacientes procuraram as unidades de saúde com problemas gastrointestinais e alterações neurológicas como paralisia facial, visão borrada, amaurose (perda da visão parcial ou totalmente) e alterações sensitivas.