Witzel chama de ‘erro grosseiro’ ação do Exército que fuzilou músico no RJ

    Evaldo Rosa dos Santos, 51, foi alvejado por mais 80 tiros em ação comandada por ao menos 20 militares na zona norte da cidade

    Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

    O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), classificou como “erro grosseiro” a execução do músico Evaldo Rosa dos Santos, 51, após ser alvejado por mais de 80 tiros em ação comandada por militares do Exército na zona norte do Rio. O crime ocorreu no último domingo (7), no bairro de Guadalupe.

    Em entrevista nesta quinta (11) ao Bom Dia Rio, da TV Globo, o governador disse que não ignorou o ocorrido, apenas esperou o parecer da Justiça Militar para poder se manifestar.

    “Eu tenho que me posicionar quando o juiz decreta a prisão, e foi decretada a prisão daqueles militares que atiraram contra aquela família. E eu desde já manifesto aqui os meus sentimentos pelo erro grosseiro que foi praticado por aqueles militares”, disse.

    Na segunda (8), Witzel havia dito que não lhe caberia atribuir um juízo de valor ao caso. “Não sou juiz da causa. Não estava no local. Não era a Polícia Militar. Quem tem que avaliar todos esses fatos é a administração militar. Não me cabe fazer juízo de valor e nem muito menos tecer qualquer crítica a respeito dos fatos”, externou naquela ocasião.

    Evaldo Rosa dirigia um Fiat Siena quando o carro foi atingido por tiros disparados pelos militares. No carro, além de Evaldo, estava sua mulher, seu filho de 7 anos, além de uma afilhada do casal, de 13, e o sogro dele, Sérgio Gonçalves de Araújo, de 59 anos.