Publicado em 25/02/2020 às 15h24.

ACM Neto diz que fará ‘apelo’ a Kannário, mas evita falar em veto ao cantor

"Eu sou do time do diálogo, da conversa. Não cabe a mim estabelecer censura prévia", afirmou o prefeito

Alexandre Santos / Breno Cunha
Foto: Tiago Cruz/bahia.ba
Foto: Tiago Cruz/bahia.ba

 

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), evitou falar sobre um possível veto ao cantor e deputado federal Igor Kannário (DEM) após os reiterados ataques do artista à Polícia Militar da Bahia (PM-BA). Este ano, Kannário receberá R$ 280 mil por duas apresentações no Carnaval.

“Primeiro, que o cantor Igor Kannário fez os shows, e a gente tem que pagar. Segundo, que eu acho que, sim, é preciso ter atenção. Eu até me sinto à vontade para, depois do Carnaval, conversar com ele. Acho que as declarações dele não contribuem para o Carnaval”, afirmou o prefeito ao ser questionado por jornalistas sobre a possibilidade de o município não contratar o artista para eventos futuros.

As declarações do prefeito foram dadas nesta terça-feira (25), um dia após Kannário chamar de “agressores” policiais militares que atuam na folia momesca.

Diante da repercussão do caso, o prefeito afirmou que fará um “apelo” para que o cantor “reflita” sobre suas declarações.

“Sem dúvida alguma, a prefeitura vai acompanhar [o caso]. Acho que as declarações dele não contribuem para o Carnaval […] Qualquer coisa que se fale numa festa desse tamanho, e que se possa enfrentar uma instituição que é essencial no Carnaval, não é legal”, afirmou ACM Neto.

Considerado padrinho político de Kannário, o prefeito disse preferir o “diálogo” a “censura prévia”.

“Não cabe a mim nem ao governador estabelecer censura prévia e controlar o microfone de quem quer que seja”, afirmou.

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