Alden tenta barrar banda anti-bolsonarista no Palco do Rock, mas MP vê liberdade de expressão

    Alvo de representação é o grupo “Bozokill”, alusão a um dos apelidos do ex-presidente e ao termo morte, em inglês; deputado aponta "discurso de ódio" em músicas

    Foto: Assessoria deputado federal Capitão Alden (PL)

    O deputado federal Capitão Alden (PL) acionou o MP-BA (Ministério Público da Bahia) para tentar impedir a apresentação de uma banda no Palco do Rock de Salvador por supostamente propagar letras com discurso de ódio contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seus apoiadores e grupo conservadores. Alden diz ter protocolado a representação no dia 1º de março, mas o MP não teria dado andamento ao pedido sob o argumento do direito à “liberdade de expressão”.

    O alvo da ação popular é o grupo “Bozokill”, cujo nome faz referência a um dos apelidos de Bolsonaro e à palavra “morte”, traduzido para o inglês. A banda consta na grade do evento desta terça-feira (4).

    Na representação, o parlamentar baiano pediu que a proibição ocorresse sob pena de multa.

    “No dia 1º de março, fiz uma denúncia de que o governo da Bahia estaria financiando um evento de rock com a participação de uma banda chamada ‘Bozokill’, que uma das músicas fazia apologia a violência e ainda pregava a morte de Bolsonaro e seus seguidores. Na denúncia feita ao MP-BA apresentamos todos os elementos que demonstravam isso: fotos do logomarca da banda em que aparecia a cabeça de Bolsonaro arrancada e ensanguentada. Camisas utilizadas pelo grupo e ainda a música com os trechos da letra de uma música chamada ‘Mate um Minion Hoje’. E, pasmem, o Ministério Público da Bahia, em sua decisão, indeferiu o nosso pedido para impedir a banda de tocar no festival do rock.”, diz Alden em nota.

    De acordo com o deputado, a justificativa do MP é “questionável”, uma vez que sua ação contra a banda apresentava “nítidos indicativos de incitação à violência e promoção ao discurso de ódio”.