Carnaval registra sete casos e uma prisão em flagrante por racismo

    Sepromi instalou quatro postos de atendimento às vítimas de racismo nos circuitos da folia

    Foto: Zain Zamec/Agência Fred Pontes/Planeta Band

    Sete casos de racismo foram registrados no carnaval de Salvador, durante os seis dias de folia. Um deles aconteceu na segunda-feira (12), no circuito Dodô (Barra-Ondina), e resultou na prisão em flagrante de uma mulher acusada de ter chamado outra de “macaca”.

    A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) instalou quatro postos de atendimento às vítimas de racismo nos circuitos da folia, no Circuito Osmar (Campo Grande) e no Circuito Dodô (Barra-Ondina), no Plantão Integrado, localizado na sede do Procon na Avenida Carlos Gomes, e na unidade móvel do Centro de Referência Nelson Mandela (CRNM), na Praça Municipal, no Centro Histórico.

    Além de registrar os casos, o serviço ofereceu acolhimento e orientações essenciais aos foliões que tenham sido afetados por crimes dessa natureza. Em todos esses locais, profissionais das áreas de serviço social, direito e psicologia estiveram à disposição para receber e encaminhar denúncias de violações raciais, além fornecer informações e assistência às vítimas de discriminação racial.

    Campanha

    Durante o carnaval, foi realizado também um trabalho educativo. Agentes de mobilização percorreram os circuitos tradicionais e o festejos dos bairros, entregando ventarolas e adesivos da campanha Aqui o Racismo Pula Fora, além de indicar os postos onde era possível obter orientação jurídica e acolhimento psicossocial em casos de racismo e intolerância religiosa.