Ampliação de leitos e altas terapêuticas reduziram pressão nas UTIs, diz secretário de Saúde

    Fábio Vilas-Boas afirma, por outro lado, que ainda é alta a demanda de pacientes removidos por unidade aérea

    Foto: Ascom Sesab

    O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, afirmou nesta sexta-feira (23) que a redução no número de pacientes à espera de UTIs-Covid foi alcançada graças à criação das UARs (Unidades de Assistência Respiratória), à ampliação da oferta de leitos, além das chamadas altas precoces e responsáveis.

    Segundo o secretário, em março, momento mais crítico da pandemia no estado, a fila de atendimento chegou a acumular quase 500 doentes. Na tarde desta quinta (22), diz Vilas-Boas, a demanda era de apenas 77 pessoas. Com isso, a taxa de ocupação nas UTIs caiu para 80%, conforme dados mais recentes da pasta.

    “Das altas responsáveis, porém mais precoces, buscamos alternativas terapêuticas às UTIs com a criação das chamadas Unidades de Assistência Respiratória, que são enfermarias com oxigênio, cuidadas por profissionais de terapia e médicos e reduzem a necessidade de UTIs, deixando-as apenas para os pacientes com necessidade de intubação e ventilação mecânica”, explicou Vilas-Boas em um comunicado divulgado por sua assessoria.

    “Também injetamos quase 300 novos leitos de UTI nos últimos 60 dias em todo o estado da Bahia. Nós estamos buscando ampliar leitos agora no sudoeste, com a abertura de novos leitos em Bom Jesus da Lapa na próxima segunda-feira. Amanhã [sábado] teremos mais dez leitos em Caetité”, acrescentou o gestor.

    Atualmente, de acordo com Vilas-Boas, o objetivo é reduzir a pressão nas remoções realizadas via UTIs aéreas.

    “Nós esperamos que diminua a pressão pelas remoções de UTI aérea, que estão fazendo com que nós tenhamos um congestionamento de remoção aérea hoje no estado, principalmente nas regiões oeste e sudoeste”, afirmou o secretário.