Após Lewandowski autorizar inquérito, Pazuello anuncia novas medidas para Manaus

    Dentre as ações apresentadas pelo ministro, está o apoio ao prefeito da cidade e ao governador do Amazonas

    Foto: Caio de Biase / Especial para o MS

    Um dia após o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a abertura de um inquérito para apurar a atuação do Ministério da Saúde durante a crise de saúde pública em Manaus, o ministro Eduardo Pazuello anunciou nesta terça-feira (26) uma série de medidas de enfretamento à pandemia de Covid-19 para a região. Dentre elas, está o apoio ao prefeito de Manaus e ao governador do Amazonas.

    “Ao lado do governador e do prefeito. Nossa posição é de apoio, todo nosso trabalho é em consonância. O que fizemos? Trabalhamos para equalizar o oxigênio. E hoje já está nos dando possiblidade de ampliar estruturas como esta que estamos hoje. Fizemos expansão da capacidade na White Martins, com contratação de usinas geradoras individuais, de todo Brasil, que estão sendo instalada sem Manaus”, afirmou.

    Segundo o portal IG, Pazuello disse que vai seguir revisando as redes antigas dos hospitais para evitar perdas e manter o trabalho com concentradores de oxigênios individuais. O ministro adotou a medida, em conjunto com as autoridades locais, de utilizar o Hospital Getúlio Vargas na linha de frente do combate à pandemia, com central de produção de oxigênio instalada que deve chegar a 150 leitos clínicos e 30 de UTI em até duas semanas, segundo a pasta.

    Comitê de Crise
    O Ministério da Saúde também anunciou a ampliação do Comitê de Crise em Manaus, com participação de outros ministérios. A nova configuração foi batizada de Comando Conjunto da Amazônia e contará com atuação de 10 ministérios nos estados onde há recrudescimento de casos. O anúncio foi feito na última segunda-feira (25/1) pelo ministro Eduardo Pazuello.

    Na reunião, Pazuello determinou que seja criada uma logística integrada, para o transporte, armazenamento e distribuição de oxigênio em Manaus. A meta é entregar diariamente à capital amazonense 89 mil metros cúbicos do gás, suficientes para suprir as necessidades da rede hospitalar.

    A logística será montada em conjunto com o Ministério da Infraestrutura e a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) do Amazonas. A articulação com a pasta da Infraestrutura se dá, principalmente, pelas dificuldades no transporte do oxigênio de outros estados para a capital amazonense. Outro gargalo encontrado é o armazenamento do oxigênio para liberação das carretas, uma vez que não há reservatórios para isso.

    “Estamos pedindo reforços de todos os ministérios possíveis. Estou conversando com cada um deles para saber como podem ajudar. Estamos nos preparando”, afirmou o ministro.

    Outro problema detectado é o desperdício de oxigênio em importantes unidades de saúde que hoje estão atendendo pacientes de Covid-19, sendo necessária uma revisão de equipamentos e procedimentos por especialistas em engenharia clínica, focada em tecnologias da saúde. O Ministério da Saúde articula parceria com empresa especializada para realização de uma revisão preliminar, a fim de identificar a fonte do desperdício.