Palco de encontros de amigos, reuniões, happy hour depois da escola ou faculdade, os shoppings centers da Bahia estão passando por uma nova fase, nesse momento em que voltam a funcionar depois de quatro meses fechados devido à pandemia do coronavírus, que provoca a Covid-19.
Quase uma semana depois de a Prefeitura de Salvador autorizar a reabertura dos centros de compras na cidade, o coordenador regional da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), Edson Piaggio, fez uma análise do novo panorama.
Em entrevista ao bahia.ba nesta quinta-feira (30), ele disse que os consumidores deixaram de ir aos espaços para passear, tornando a visita mais objetiva. “Estão indo comprar e vão embora, não estão passeando. É como se fosse uma visita programada para fazer uma compra, um pagamento no banco ou na lotérica. Mas as pessoas estão reconhecendo a tranquilidade e segurança, do ponto de vista epidemiológico, que os shoppings oferecem, seguindo as orientações de saúde”, disse.
Piaggio atribuiu o fenômeno à ausência de serviços que costumavam atrair o consumidor, a exemplo de cinemas praças de alimentação, que nesse primeiro momento de retomada das atividades econômicas não tiveram funcionamento liberado pela gestão municipal.
De acordo com o porta-voz da Abrasce, repetindo o que se tem registrado em todo o Brasil, a taxa diária de consumidores nos shoppings gira entre 40% e 45%. As vendas são consideradas bem baixas, com exceção para os segmentos de telefonia, eletrodoméstico e eletroeletrônicos.
Contudo, por se tratar de um momento inicial, de verificar a efetividade dos protocolos de saúde nos estabelecimentos, bem como o comportamento dos lojistas e dos consumidores, o balanço é positivo. “Os lojistas estão satisfeitos, porque essa retomada é muito importante. Voltar a ter aumento no volume de vendas vai depender da recuperação da economia como um todo”, afirmou.
Ele parabenizou ainda a população baiana, que em sua análise tem se cuidado e contribuído para que as sigam os protocolos, mas reforçou o pedido para que “cada um seja o fiscal de si mesmo” no combate ao vírus, de modo a evitar uma elevação descontrolada no número de casos da doença, o que pode refletir na ampliação da taxa de ocupação dos leitos de Salvador e, consequentemente, em um novo fechamento do comércio.
“Não tivemos nenhum incidente até agora. Ninguém chegando com temperatura elevada. O número de testes está muito pequeno, o que significa que as pessoas estão se autoavaliando. Que cada um seja fiscal de si mesmo para que a retomada plena ocorra com mais facilidade”, desejou.

