Bolsonaro afirma que suicídio de voluntário ‘pode ser efeito colateral da vacina’

    Laudo do IML mostrou que vítima teve intoxicação por agentes químicos externos

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sugeriu que a morte do voluntário da vacina CoronaVac, contra Covid-19, tenha sido “efeito colateral” do imunizante, mesmo após um laudo do IML apontar, nesta quinta-feira (12), que a vítima teve intoxicação por agentes químicos externos. No sangue do voluntário foi detectada presença de opioides, sedativos e álcool.

    “Pode ser o efeito colateral da vacina também. Tudo pode ser. Não sei se já chegaram à conclusão, mas esclarece e volta a pesquisar a vacina, a Coronavac, da China. (…) Estão tentando investigar, porque quando um pessoa comete suicídio, geralmente tem um histórico de depressão, a mulher largou ele, o marido largou ela. Uma série de coisas: histórico familiar, perdeu o emprego, perdeu tudo. Vamos apurar a causa do suicídio e daí, obviamente, em sendo suicídio, não tem nada a ver com a vacina”, afirmou em live.

    O militar reformado ainda se defendeu as acusações de ter comemorado a morte da vítima. “Covardemente falaram que eu comemorei a morte de uma pessoa. Onde é que tem um vídeo meu, um áudio meu ou uma publicação minha nesse sentido? Eu colei uma matéria de terceiros na resposta de um elemento do Facebook, que não estava comemorando nada também, e grande parte da imprensa foi para o lado que eu comemorei a morte de uma pessoa”, completou.

    Por causa da morte, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) chegou a suspender os testes da vacina após “evento adverso grave”. A decisão foi duramente criticada e o Ministério Público (MP) chegou a pedir ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma avaliação de possível interferência ideológica da Anvisa ao Tribunal de Contas da União (TCU).

    A vacina foi desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e, no Brasil, é produzida pelo Instituto Butantan.