Bruno prorroga restrições e diz que endurecerá medidas se números avançarem

    "E então, resta o quê, prefeito? Isolamento social", afirmou durante entrevista nesta segunda

    Bruno Reis (DEM), prefeito de Salvador, durante coletiva virtual (Foto: Betto Jr./Secom)

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), afirmou nesta segunda-feira (24) que não descarta endurecer as restrições já em vigor caso os indicadores da pandemia de Covid-19 continuem a avançar na capital. Em entrevista coletiva virtual, ele anunciou a prorrogação, até 1º de junho, das medidas para contenção da doença, dentre as quais o toque de recolher imposto das 22h às 5h (de segunda a sexta) e das 20h às 5h (nos fins de semana), além da proibição da venda de bebidas alcoólicas em qualquer estabelecimento aos fins de semana.

    Segundo o prefeito, as ações foram restabelecidas sobretudo diante da alta de internações em leitos clínicos. Nas últimas 24 horas, 74 pessoas foram reguladas para serem atendidas nessas unidades, enquanto 42 ainda aguardavam transferência.

    “Há uma procura grande por leitos clínicos. Isso indica que os pacientes estão chegando com sintomas mais leves, porém, o número é expressivo. Já começa a ter uma pressão sobre as UPAs e isso confirma que podemos estar diante de uma terceira onda ou do recrudescimento da segunda onda, ou seja, ela caiu, estabilizou e voltou a crescer”, disse o prefeito.

    Reis, contudo, voltou a repetir que tanto a gestão municipal quanto o governo do Estado não têm mais capacidade para ampliar leitos clínicos e de UTI, uma vez não há recursos financeiros, espaço físico, equipamentos, insumos nem equipes de saúde para tal finalidade.

    “A prefeitura chegou ao limite máximo. Não há o que fazer a mais para abertura de novos leitos. Saímos do total de 700 e poucos leitos, que tínhamos em conjunto, para algo em torno de 1.200 leitos”, explicou.

    “E então, resta o quê, prefeito? Isolamento social”, acrescentou Bruno Reis.