Bruno Reis diz que fez apelo ao Ministério da Saúde para vacinar profissionais da educação

    Prefeito também demonstrou preocupação com a migração de alunos da educação infantil privada para a rede municipal

    Foto: Betto Jr/Secom

    O prefeito Bruno Reis afirmou nesta terça-feira (13), durante entrevista ao apresentador José Eduardo, no programa Balanço Geral, da RecordTV Itapoan, que tem feito apelo ao Ministério da Saúde para incluir o quanto antes os profissionais da educação no Plano Nacional de Imunização. Bruno também demonstrou preocupação com a migração de alunos da educação infantil privada para a rede municipal, que ocasiona superlotação e dificulta a abertura de novas vagas.

    “Hoje nos reunimos com a secretaria de Educação e de Desenvolvimento Econômico e, como eu disse na semana passada, nós retomaríamos as discussões da pauta de retorno das aulas. E já estamos retomando. Eu tenho feito apelo aos secretários de saúde, Ministério da Saúde, que defina, até porque foi anunciado pelo ex-ministro que os trabalhadores da educação estariam como público prioritário da primeira fase para o processo de vacinação. Essas doses de vacinas ainda não foram disponibilizadas. Eu venho construindo para, assim que possa aprovar, pelo menos os trabalhadores da educação acima dos 50 anos, para a gente dar uma segurança maior para essa retomada da educação. Mas eu quero, assim que os números permitam, assim que a gente possa superar todos os gargalos, poder anunciar o mais breve possível a retomada da educação na nossa cidade”, explicou o prefeito.

    Segundo Reis, hoje, um dos maiores problemas do município, além do atraso do retorno das aulas, é a consequente migração de alunos da educação infantil da rede particular para a rede municipal, após o fechamento de escolas privadas devido a pandemia.

    “As aula estão ocorrendo de forma virtual na capital. O questionamento está em relação à eficácia e a absorção do conteúdo. O problema mesmo está na educação infantil, que é mais difícil de controlar. A educação infantil o problema está nas escolas pequenas e médias, e não nas de grande porte, porque elas vão sobrevier em meio as dificuldades. O problema são as pequenas e médias escolas que estão fechando. Eles tinham ano passado a redução da jornada, o pagamento de parte da jornada de seus colaboradores por parte do governo federal, e esse ano estão sem esse benefício. Essas escolas fechando, quando os pais forem matricular, essa demanda vai recair no colo do poder público municipal. E efetivamente nós não temos como viabilizar, na mesma agilidade que a gente viabilizou vagas de UTI, novas vagas de escolas. Falar em 4 mil, 5 mil e até 10 mil vagas é um universo grandioso. Essa é a nossa grande preocupação”, completou Bruno.