Demanda por leitos clínicos cresce e já pressiona hospitais na capital, diz Bruno Reis

    Nas últimas 24 horas, 74 pessoas foram reguladas para atendimento nessas unidades, enquanto 42 ainda aguardavam transferência nesta segunda-feira

    (Foto: Betto Jr./Secom)

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), informou nesta segunda-feira (24), em entrevista coletiva virtual, que a capital já vivencia aumento expressivo de pacientes com Covid-19 internados em leitos clínicos do SUS — cuja taxa geral de ocupação está em 76%. Segundo o prefeito, nas últimas 24 horas, 74 pessoas foram reguladas para serem atendidas nessas unidades, enquanto 42 ainda aguardavam transferência.

    “Começa a haver grande pressão sobre as UPAs [Unidades de Pronto Atendimento], o que confirma que podemos estar diante de uma terceira onda ou de um recrudescimento da segunda onda na curva de crescimento”, alertou o gestor.

    Dados epidemiológicos apresentados pelo prefeito apontam que a situação também é preocupante na rede privada, uma vez que os principais hospitais operam com demanda superior a 70% — Santa Izabel (78%), Português (79%), Aliança (74%), Cardiopulmonar (76%), São Rafael (81%), Jorge Valente (82%) e da Bahia (81%).

    Nos leitos clínicos pediátricos, nos quais o público assistido cresceu 11% em maio, o índice de ocupação atingiu 70%. Ainda conforme o balanço divulgado pelo chefe do Executivo,  nas UTIs, taxa está em 79%.

    O índice de óbitos decorrentes do coronavírus apresentou queda de 14% em Salvador, mas, conforme explicado por Bruno Reis, o número ainda está em atualização e tende a aumentar à medida que haja crescimento de casos. Segundo o balanço, 21 pessoas morrem diariamente pela doença.

    Na avaliação de Bruno Reis, embora a busca por leitos clínicos demonstre haver casos menos graves do novo coronavírus, o cenário é de avanço da pandemia.

    “Nós estamos tendo casos menos graves, uma demanda muito maior de leitos clínicos do que por UTIs. Foi assim na primeira e na segunda onda: começa pressão maior pelos leitos clínicos; depois, você passa ter pressão maior nos leitos de UTI”, disse o gestor.