Desembolsos do governo federal com a pandemia praticamente pararam

    Ministério da Saúde autorizou montante de R$ 43,7 bilhões no auge da crise, mas só repassou R$ 37 bilhões

    Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

    Com diversos estados temendo uma possível segunda onda do novo coronavírus, os desembolsos do governo federal com a pandemia praticamente pararam.

    De setembro até este mês de novembro, o nível de gastos permanece igual. Dos R$ 43,7 bilhões que o Ministério da Saúde autorizou durante o auge da crise, foram repassados R$ 37 bilhões.

    O maior risco é que os R$ 6 bilhões restantes não sejam gastos, conforme analisa o economista Francisco Funcia, da comissão de orçamento e financiamento do CNS (Conselho Nacional de Saúde), que fiscaliza a execução orçamentária.

    “Parece até que a pandemia acabou. Eles não podem ser transferidos para o orçamento de 2021”, diz. “Se não forem empenhados, serão perdidos”, disse.

    Mesmo compras ou despesas que sejam planejadas ainda neste ano não poderão ser pagas com os R$ 6 bilhões. É que o decreto de calamidade pública da Covid-19, que abriu o crédito para os gastos extraordinários, só vale até 31 de dezembro deste ano. As informações são da coluna Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.