O governador Rui Costa comentou nesta segunda-feira (1º) a decisão da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, que determinou que governo federal e o Ministério da Saúde reativem leitos de UTI para tratamento da Covid-19 em três estados: São Paulo, Bahia e Maranhão.
Nas ações, os governos dos três estados alertam para o iminente colapso no sistema de saúde e para a falta de colaboração da União. Segundo dados do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde, em dezembro do ano passado, a União financiava, em todo o país, 12.003 leitos de UTI. Em janeiro, esse número caiu para 7.017 e, agora, são apenas 3.187.
“O conceito é que a lei federal, a lei que criou o Sistema Único de Saúde (SUS), diz que esse sistema tem um financiamento tripartite, uma parte do governo federal, outra do estado e outra do município. Infelizmente, desde janeiro que os estados e os municípios vinham pedindo para que o ministério pudesse restabelecer o pagamento e financiamento das UTIs. Na reunião com o ministro ele se comprometeu em reativar esse pagamento, mas até o momento, isso não ocorreu. E em função disso, os estados resolveram, inclusive a Bahia, entrar com ação para que o ministério cumpra a sua obrigação legal e constitucional e ajude a financiar os leitos de UTI. Nós abriremos mais leitos se for necessários”, disse o governador.
Rui ressaltou também que a abertura ou reativação de leitos isoladamente não é suficiente para conter o avanço da Covid-19 e apelou para que a população continue colaborando com o uso de máscaras, distanciamento social e higienização das mãos para evitar o contágio.
“Mas eu quero insistir com a população: isso não segura a disseminação da doença. Não adianta ter o leito achando que abrir o leito resolve o problema. Para resolver o problema da doença, você tem que usar máscaras, higienizar as mãos e evitar aglomeração quando ela é dispensável. É inadmissível qualquer tipo de festa, de bar lotado, de bebedeira nesse momento com aglomeração para gerar contaminação. Então, fica o meu apelo. E repito: não é um apelo de governador. Sei que muitos memes são gerados na internet, mas aqui quem está falando é um pai de quatro filhos. Eu quero para o filho dos outros, o que eu quero para os meus. Quero para a família do próximo, o que eu quero para a minha. Eu quero salvar a vida de meus filhos, da minha família. E por isso, eu não posso ter outra atitude senão essa”, disse Rui.
“Eu estou agindo não só como governador, estou agindo como pai, como cristão que sou, com os valores que aprendi com a minha mãe, a respeitar as pessoas. Nesse momento nós temos que ajudar o próximo e temos que salvar vidas. Eu não consigo ficar insensível contabilizando 330, 690, 1.200, 11.800 mortes. Infelizmente, se alguns políticos conseguem, eu não consigo. Atrás de cada número desses, não é estatística, ali tem vidas humanas, pais de famílias. Não tem limite de idade, essa nova cepa vai agredindo e matando pessoas mais jovens. Vamos contribuir, são apenas mais 48 horas de esforço para evitar um mal mais forte”, completou.

