Guedes confirma retorno de auxílio em caso de nova onda de contaminação

    Em conferência com a agência Bloomberg, nesta terça (10), ministro da Economia disse que governo está pronto para eventual segunda onda

    Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

    O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou que o auxílio emergencial pode voltar a ser pago em 2021, caso haja uma nova onda de Covid-19 no país. A informação foi revelada em teleconferência com a agência Bloomberg, nesta terça-feira (10).

    “Deixamos bem claro para todo mundo. Se houver uma segunda onda no Brasil, temos já os mecanismos. Digitalizamos 64 milhões de brasileiros. Sabemos quem são, onde estão e o que eles precisam para sobreviver”, disse o ministro.

    Durante o momento de pico da pandemia, o governo pagou auxílio no valor de R$ 600 para a população, mas o ministro planejava pagar R$ 200. Cinco meses após pagamento dos R$ 600, o governo reduziu o valor do auxílio para R$ 300.

    De acordo com informações da Folha de S.Paulo, o ministro afirmou ainda que, embora os gastos com a Covid-19 representem mais de 8% do Produto Interno Bruto (PIB), uma eventual segunda onda de contaminação teria impacto menor na economia do país. Na estimativa de Guedes, podem ser gastos 4% do indicador brasileiro, já que é possível “filtrar os excessos” – não especificados pelo ministro.

    Guedes acrescentou que novos gastos serão feitos apenas em caso de demanda, não no período de contaminação em declínio.

    “Nós estamos prontos para agir se a doença vier novamente, mas certamente não agiremos [dessa forma] se ela for embora”, acrescentou.