O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), entregou na manhã desta sexta-feira (12) o hospital de campanha para atender pacientes com Covid-19 no bairro de Itapuã. O equipamento foi instalado na Estação Cidadania de Itapuã, um complexo esportivo municipal.
O espaço, que conta com dez leitos de UTI e 40 de enfermaria, já começa a receber ao longo dos dias doentes regulados de unidades de urgência e emergência. Segundo a gestão municipal, diversos equipamentos instalados no hospital foram cedidos por instituições sociais de outras cidades. A Santa Casa de Nazaré doou macas, enquanto que a Santa Casa de Poções cedeu tanques de armazenamento de oxigênio. A Liga Álvaro Bahia, por sua vez, disponibilizou respiradores próprios.
Foram quase R$6 milhões viabilizados por meio da Associação Baiana de Supermercados (Abase), Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi), da Ferreira Costa e das construtoras MRV e Moura Dubeux”.
“O momento exige união de todos nós. O funcionamento dessa unidade vai permitir salvar vidas em nossa cidade. Hoje voltamos a amanhecer sob grande dificuldade, as UPAS continuam lotadas. Assim como ontem (11), hoje (12) novamente 129 pacientes estão aguardando por regulação, sendo que transferimos 97 pessoas nas últimas 24h”, afirmou Bruno Reis durante a entrega do equipamento.
“Montamos este novo hospital no tempo recorde de 14 dias. Isso foi possível porque contamos com diversos apoios da iniciativa privada e organizações”, explicou o prefeito, que esteve acompanhado da vice-prefeita Ana Paula Matos, do titular da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Leo Prates, e do presidente da Liga Álvaro Bahia Contra a Mortalidade Infantil (mantenedora do Martagão Gesteira que vai gerir o novo hospital), Carlos Emanuel Melo.
Além do novo hospital em Itapuã, a população já tem disponível outros quatro hospitais de campanha sob a gestão do município: o Santa Clara (Itaigara), Salvador (Federação), Sagrada Família (Bonfim) e a unidade no Caminho das Árvores.
Para Carlos Emanuel Melo, gerir um hospital de campanha em meio à pandemia exigirá novos desafios. “Diante da crise sanitária que estamos vivenciando, decidimos responder ao apelo dessa convocação para atender à necessidade do município de Salvador por novos leitos de Covid. Em uma situação emergencial, de exceção, a entidade abriu mão da prerrogativa mãe-filho para atender uma demanda de adultos”, ressaltou.
Estrutura ampliada
Com os dez leitos de UTI abertos no novo hospital de campanha da Estação Cidadania de Itapuã, Salvador passa a contar com 266 leitos de terapia intensiva – 38 a mais em comparação à primeira onda. De acordo com o prefeito, o município fica atrás apenas da capital paulista, que é a mais rica no Brasil.
Salvador também estendeu a quantidade de leito de enfermaria, saindo de 271 vagas para as atuais 349.
“Veja o esforço que fizemos. Inclusive, antes de adotar qualquer medida de isolamento social nós restabelecemos os números que tínhamos na primeira onda da pandemia e, desde o agravamento da crise, ampliamos a quantidade de vagas. Hoje temos a satisfação de dizer que não medimos esforços. Estamos fazendo mais do que é possível para evitar que qualquer cidadão soteropolitano não consiga ser atendido nas UPAs e hospitais”, destacou o chefe do Executivo municipal.
Com os cinco hospitais de campanha, seis gripários, duas tendas de suporte ventilatório e as quatro unidades básicas transformadas em pontos de urgências para tratamento de infectados pela Covid-19, a cidade tem, na prática, 17 estruturas montadas exclusivamente para o enfrentamento ao coronavírus. Graças a esses investimentos, destacou Bruno Reis, Salvador tem evitado passar por um colapso no sistema de saúde.
Salvador por Todos
Na ocasião, o prefeito Bruno Reis anunciou o encaminhamento à Câmara de Vereadores do projeto de lei que prorroga por mais três meses todos os benefícios sociais que a Prefeitura vem concedendo para a população que foi fortemente atingida com crise sanitária.
Uma das iniciativas diz respeito à manutenção do auxílio emergencial de R$ 270 do programa Salvador por Todos, que hoje beneficia mais de 20 mil pessoas, entre trabalhadores informais cadastrados no município, a exemplo de barraqueiros, donos de quiosques, baianas de acarajé, guardadores de carro, recicladores e baleiros. Também têm direito ao valor taxistas, mototaxistas e motoristas de aplicativo (licenciados e com idade superior a 60 anos) e pessoas em situação de rua que tenham sido cadastradas pelos órgãos municipais.
O projeto de lei encaminhado ao legislativo municipal também solicita a permanência da doação das cestas básicas para alunos da rede municipal e conveniada, pessoas em vulnerabilidade social e econômica. São quase 200 mil cestas entregues por mês, sendo 168 mil unidades apenas na área da educação, e outras 32 mil para pessoas em situação de rua, instituições parceiras da Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esporte e Lazer (Sempre) e mototaxistas.
“Somos a única capital do Brasil que temos auxilio emergencial próprio. Enquanto outras capitais não tiveram condições financeiras, Salvador em momento nenhum suspendeu o benefício”, enfatizou Bruno Reis. Só com o Salvador por Todos, a prefeitura investe por mês quase R$ 6 milhões. Já para as cestas básicas, o valor mensal para custear a ação é de R$ 14 milhões.

