Mesmo com negativa da Anvisa, ministro da Saúde quer comprar Covaxin

    Pasta deve fazer uma consulta jurídica para saber se é possível importar o produto

    Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

    O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que a compra da vacina Covaxin, produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech, não foi descartada. De acordo com ele, caso a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantenha o posicionamento em não autorizar o uso do imunizante, a pasta fará uma consulta jurídica para saber se é possível importar o produto.

    “A Anvisa fez esse reparo, precisamos esperar se vai haver algum tipo de contestação da parte da Índia. E uma vez decidida a Anvisa, se for o caso, em função da lei que autoriza vacinas que tenham autorização no país de origem, nós vamos consultar a assessoria jurídica se podemos manter a Bharat Biotech no nosso calendário de vacinação”, afirmou nesta quarta-feira (31), em audiência virtual na Câmara dos Deputados.

    Na terça (30), a Anvisa negou o documento de boas práticas ao laboratório, procedimento necessário para a liberação do uso do insumo no Brasil.

    Além da Covaxin, Queiroga pontuou que as negociações para a compra da vacina russa Sputnik V também serão intensificadas. O laboratório que produz o imunizante recebeu certificação da Anvisa e o insumo já consta no calendário de vacinação do Ministério da Saúde, mas ainda não foi aprovado pela agência.

    “A Sputnik agora também está no jogo mais, com a aprovação da Anvisa da planta. Vamos intensificar as negociações da Sputnik, para conseguir um aporte maior de vacinas para suprir esses primeiros meses, de tal sorte que possamos acelerar nosso cronograma de vacinação”, completou.