Ministério da Saúde rebate Leo Prates e nega privilégio a estados na distribuição de vacinas

    Secretário de Saúde de Salvador acusou a pasta de não distribuir as doses de forma proporcional aos estados em relação à população

    Foto: Marcelo Camargo /Agência Brasil
    Foto: Mateus Pereira/GOVBA
    Foto: Mateus Pereira/GOVBA

     

    O Ministério da Saúde rebateu as declarações do secretário de Saúde de Salvador, Leo Prates (PDT), que havia criticado a distribuição das doses de vacinas contra a Covid-19. Segundo Prates, a distribuição não era proporcional a população dos estados.

    “Não está tendo igualdade na distribuição de doses no Brasil. Como uma capital tem 79,9% da população vacinada, outra tem outra tem 45,3% e tem capital parâmetro ainda menor?”, questionou o secretário. Ele ainda citou a cidade de São Luís (MA), que já está vacinando adultos com idade superior a 26 anos.

    Ao bahia.ba, a pasta informou que a distribuição é feita de forma proporcional aos estados, conforme a solicitação dos governos. Questionados sobre a diferença de doses aplicadas em algumas capitais do país, o Ministério da Saúde disse que a distribuição das doses aos municípios é de responsabilidade de cada governo estadual. A pasta ainda afirmou que os estados possuem autonomia e que não precisam seguir as orientações do ministério, e dessa forma, em sua estratégia de imunização podem privilegiar algumas cidades em detrimento de outras, de acordo com os seus próprios critérios.