Para Rodrigo Maia, governos federal e de SP devem dialogar sobre vacina

    Presidente da Câmara disse esperar que presidente da República libere a Coronavac após testes e aval da Anvisa

    Foto: Najara Araújo/Câmara dos Deputados

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) defendeu o diálogo como melhor solução para os imbróglios entre os governos federal e de São Paulo sobre a CoronaVac. A vacina contra a Covid-19 de tecnologia chinesa está sendo desenvolvido pelo Instituto Butantan, que acusa a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de atrasar o processo.

    Maia compareceu nesta sexta-feira (23) a uma coletiva ao lado do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.“O Butantan não é um instituto qualquer. Não foi criado ontem, tem uma história de respeito, de admiração de todos os brasileiros”, afirmou o parlamentar.

    Em nota da Agência Câmara, Rodrigo Maia disse também que tem mantido um bom diálogo com o presidente da República, Jair Bolsonaro. “Tenho certeza de que com os testes da vacina do Butatan, quando estiver aprovada pela Anvisa, o governo possa autorizar não somente esta, mas todas as vacinas que forem aprovadas”.

    Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro questionou a qualidade da Coronavac e afirmou que o governo federal não comprará vacinas da China. O presidente da Câmara, no entanto, afirmou esperar que o governo federal “dê um passo atrás” nessa questão. “Tenho certeza de que o presidente vai ouvir nossos apelos e a gente não vai precisar de outro caminho. A gente pode amadurecer, refletir e mudar de posição”.

    Durante a coletiva, o governador de São Paulo, João Doria, afirmou que o papel das agências reguladoras independentes em governos liberais é regular o mercado e a defender o cidadão. “No momento em que tivermos uma agência de vigilância sanitária rompendo seu compromisso com a ciência, a vida e sua independência, isso pode representar o caos para um país vivendo uma pandemia, como o Brasil”, disse. Já o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, confirmou que recebeu uma sinalização de que em até cinco dias úteis a Anvisa emitirá o certificado para a importação da matéria-prima para a produção da vacina. Com informações da CNN Brasil.