Rui se irrita com Roma: ‘Não tenho tempo a perder com gente desqualificada’

    Ministro garantiu que vacinas negociadas pela Bahia serão compradas pelo Governo Federal

    Foto: Fernando Vivas/Gov-BA

    O governador Rui Costa (PT) se irritou com a afirmação do novo ministro da Cidadania João Roma (Republicanos-BA) que disse que as vacinas negociadas entre a Bahia e o Fundo Soberano Russo serão pagas pelo Governo Federal.Quando questionado sobre o assunto durante entrevista para rádios de Feira de Santana e região,  na noite desta sexta-feira (19), o petista elevou o tom.

    “O ministro deveria responder porque o presidente disse que quem queria a vacina que procure a casa da mãe […] Eu não fui na casa da minha mãe, eu fui na Rússia comprar a vacina. Infelizmente a mediocridade dos assessores do presidente é visível. Eles falam besteira individualmente e falam besteiras coletivamente […] Se ele não tem coisa pra fazer eu tenho muito trabalho. Não tenho tempo a perder com gente desqualificada e desinformada desse jeito”, disparou Rui.

    Com a aquisição de 9,7 milhões de doses da Sputnik V pela Bahia surgiu a dúvida se esses imunizantes viriam direto para o estado ou seriam incluídos no Plano Nacional de Imunização (PNI). A previsão é de que elas cheguem ao Brasil em abril.

    No início da semana, o ainda ministro da Saúde Eduardo Pazuello garantiu que todas as vacinas adquiridas por estados e municípios serão repassadas para o Governo Federal e distribuídas por todo o Brasil.

    Feira de Santana

    Na mesma entrevista, o governador comentou a decisão do município de Feira – o segundo maior do estado – de não adotar medidas restritivas próprias. “Acompanho com muita preocupação”, desabafou. ” Exceto na região oeste, todas as médias e grandes cidades da Bahia estão com um número alto de contaminação.” Naquela cidade há apenas o toque de recolher, estabelecido em decreto estadual.

    Rui destacou que em todos os lugares do mundo onde o vírus foi controlado houve medidas de distanciamento social e uso da máscaras. O gestor lembrou que, antes de a Bahia adotar as restrições na segunda onda, o estado teve um aumento de 10 mil casos ativos em uma semana, situação que já começa a ser controlada.

    “A taxa de positividade dos examos no Lacen caiu de 6 para 4 (em cada dez) e, na fila de espera na UTI nós caímos de (cerca de) 500 para 300 no dia de hoje, para ser mais preciso 338”.