Prates: Salvador alcançou seu menor índice de crescimento, mas ocupação de UTIs ainda é alta

    Secretário municipal de Saúde afirma que letalidade do novo coronavírus (entre 4% e 4,4%) também preocupa

    Foto: Matheus Morais/bahia.ba

    O secretário de Saúde de Salvador, Leo Prates, afirmou que a capital baiana alcançou nos últimos dias o seu menor índice de crescimento diário de casos de Covid-19, com uma taxa média de 2,5%. Segundo o secretário, um outro dado positivo diz respeito ao fator R, indicador que determina o potencial de propagação de um vírus dentro de determinadas condições.

    “Nós temos alguns dados a comemorar. Primeiro, a queda da taxa de crescimento na cidade de Salvador. A gente está girando em torno de 2%, 2,5%, que é o melhor índice que Salvador já conseguiu na sua taxa de crescimento. O outro dado positivo é o fator R, que a gente conseguiu manter abaixo de 1. O fator R, a grosso modo, é quanto uma pessoa contaminada está transmitindo. Abaixo de 1 quer dizer que algumas pessoas não estão nem transmitindo para outras. Então esses são dois indicadores extremamente positivos pra cidade”, disse Prates ao bahia.ba, durante inauguração de uma UBS (Unidade Básica de Saúde) no bairro do IAPI. O equipamento foi entregue em mais uma agenda conjunta do prefeito ACM Neto (DEM) e o governador Rui Costa (PT).

    Apesar do entusiasmo com os números recentes, Prates diz que dois cenários são preocupantes: a demanda por leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), cuja taxa de ocupação é de 80%, e o índice de letalidade do novo coronavírus, que está entre 4% e 4,4%.

    “O primeiro indicador preocupante é a taxa de ocupação de leitos de UTI. A gente precisa baixar isso, precisa da colaboração das pessoas. [A taxa] está girando em torno de 80%, e a gente precisa abaixar para abaixo de 70%. Outra coisa é a taxa de letalidade em Salvador, que ainda está alta, que está entre 4% e 4,4%. Então esses dois indicadores a gente precisa baixar aqui na cidade”, afirmou o secretário.