Sócia de salão de Salvador considera possível equilibrar atividade com proteção à saúde

    Natalia Marques, do Bella Monne, sugere atendimento agendado e protocolo de cuidados especiais, como EPIs e higienização

    Foto: arquivo pessoal

    Sócia do Salão de Beleza Bella Monne, em Salvador, Natalia Marques defende, em conversa com o bahia.ba, ser possível conciliar a reabertura da atividade com os cuidados necessários no combate ao novo coronavírus. Ela destaca que o serviço pode funcionar de forma agendada e adotar um protocolo de cuidados específicos, como uso de EPIs para evitar contaminação, toucas para o cabelo e higienização dos materiais.

    “Porque lojas como a Le Bisquit da Manoel Dias podem abrir e salões de bairro onde os clientes se deslocam poucos metros para serem atendidos não podem funcionar?”, questiona a empresária. Para ela, é necessário que a questão seja debatida, estabelecendo regras e fiscalização das mesmas.

    A reabertura de salões de beleza, barbearias e academias foi admitida em decreto do presidente Jair Bolsonaro na segunda-feira (11). Rechaçada por governadores e prefeitos, em virtude da elevação do número de novos pacientes e mortos da Covid-19 no atual cenário, a medida gerou polêmica, tendo ligação inclusive com a saída do até esta sexta-feira ministro da Saúde, Nelson Teich.

    Na proposta de Natália Marques, cliente e profissionais assinariam um termo confirmando não está como o novo coronavírus e assumindo compromisso com os cuidados necessários. “Distanciamento pessoal, nada de abraços, beijos no rosto ou aperto de mão”, completou.

    Perdas e delivery

    A sócia do Bella Monne descreve que alguns salões se adequaram a novas formas de atendimento, principalmente no trabalho no domicílio do cliente. “Disponibilizamos alguns vouchers de serviços com preços promocionais para que os clientes possam utilizar na modalidade a domicilio, ou quando o funcionamento do salão volte ao normal. Também estamos com o serviço de delivery de produtos, com o pagamento on line, e na entrega estamos dando de brinde mascaras de tecido”.

    Segundo a empresária, no começo da quarentena, alguns salões que seguiram funcionando tiveram perda de receitas de pelo menos 40%. Após o fechamento, a queda ficou em torno de 85% para quem procurou estratégias alternativas. “Nossa maior preocupação são os custos fixos, como por exemplo, o custo do imóvel, e de contas já programadas”, disse. Quanto a folha, a solução tem sido a suspensão do contrato de trabalho.