Vacina de Oxford possui composto vindo da China, diz coluna

    Imunizante é aposta do governo Bolsonaro contra a Covid-19

    Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    A principal aposta do governo Bolsonaro contra a Covid-19 hoje é a vacina de Oxford. No entanto, após polêmica envolvendo a compra de 46 milhões de doses da vacina chinesa Coronavac, por, segundo o presidente, não acreditar que ela transmita segurança “pela sua origem”, a coluna da jornalista Mônica Bergamo, no jornal Folha de São Paulo, informou que o imunizante de Oxford possui um composto chinês.

    Segundo a publicação, 15 milhões de doses do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) da vacina de Oxford é fabricado em um laboratório na China, e virá ao Brasil em dezembro, para a fabricação das primeiras doses. A vacina é desenvolvida no Instituto Bio-Manguinhos, ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

    Após anunciar a compra de doses da vacina chinesa, o Ministério da Saúde foi desautorizado da ação pelo presidente Bolsonaro e cancelou na qurata-feira (21) o protocolo de intenções com o Instituto Butantan.

    Ainda conforme a coluna, apesar da desautorização de compra com a China, o governo já disponibilizou, através da pasta, cerca de R$ 1,5 bi para a encomenda tecnológica da Fiocruz, que inclui a importação do IFA feito na China para a AstraZeneca, a farmacêutica que desenvolve a vacina em parceria com a Universidade de Oxford.