Vereadora sugere que prefeitura transforme auxílio em renda emergencial

    Motivo da proposta, de acordo com a vereadora Aladilce Souza, é que as pessoas têm se fragilizado cada vez mais desde o início da pandemia

    Foto: Reprodução/CMS

    A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) sugeriu que a prefeitura transforme o auxílio emergencial ‘Salvador por Todos’ em renda emergencial para a população em situação de vulnerabilidade social. O motivo, de acordo com a comunista, é que as pessoas têm se fragilizado cada vez mais desde o início da pandemia, em março.

    “O desemprego aumentou, nós temos em Salvador grande parte da população que vive do comércio informal, e o movimento não está acontecendo. As pessoas continuam precisando dessa renda pra sobreviver. Sem falar naquelas que perderam parentes, ficaram mais sofridas”, enumera Aladilce.

    A capital baiana já acumula 47.195 casos da Covid-19, dos quais 1.581 evoluíram para óbito. O auxílio emergencial, vigente por lei municipal, começou a ser pago em abril e segue até julho.

    Na avaliação de Aladilce, transformar o benefício em renda emergencial permitiria atender a todos aqueles que estão em situação de vulnerabilidade até que se tenha algum tipo de segurança. Ainda que não haja uma proposição de período para pagamento da renda, a prefeitura poderia elencar critérios que parametrizem o benefício e aliar a outras políticas públicas, como investimento em educação, na economia e na geração de empregos.

    “Mas enquanto tiver gente pela rua, pelas sinaleiras, gente em situação de vulnerabilidade, tem que ter alguma renda pra essas pessoas não morrerem ou virarem bandidos. Essa questão de ‘enquanto durar a vulnerabilidade’ é relativa, depende da realidade. Tem que ir analisando. Tem indicadores que vão mostrando se melhorou ou não”, acrescenta.

    A vereadora lembra que aumentar leitos de UTI para retomada da atividade econômica na cidade não é suficiente. É preciso dar proteção social às pessoas até mesmo para garantir condições de prevenção a doenças. Neste caso, Aladilce cita o acesso à alimentação como reforço da imunidade.

    “Se as pessoas têm o mínimo de condição de se alimentar, estão reforçando a imunidade e evitando contrair doença facilmente. Ou, se contrair, não morrer”, argumenta.