Altas nos combustíveis e na alimentação em domicílio puxam inflação de março para cima na RMS

    Cinco dos nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA apresentaram altas no último mês

    Foto: Sindicombustíveis/assessoria

     

     

    Com a maior alta percentual, o grupo transportes (3,90%) exerceu, pelo segundo mês consecutivo, a principal pressão inflacionária na RMS, com peso forte do aumento nos combustíveis (13,19%) e de alimentação no domicílio (0,70%), de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a medida oficial da inflação, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta sexta-feira (9).

    Segundo o IBGE, a gasolina (13,17%) foi o item que, individualmente, mais puxou o IPCA para cima, mas o etanol (15,99%) e o óleo diesel (9,52%) também aumentaram de forma significativa.

    No entanto, os alimentos (0,59%) também seguiram pressionando o custo de vida da RMS em março, apesar da leve desaceleração dos preços em relação a fevereiro (quando o IPCA do grupo havia sido de 0,62%). Foram a segunda principal influência na alta, puxados principalmente pela alimentação no domicílio (0,70%).

    Os produtos panificados (2,99%) tiveram o maior peso nesse aumento, com o pão francês (3,93%) sendo o item mais influente do grupo. As frutas (3,79%) também apresentaram aumento significativo, com a manga (28,19%) e o mamão (18,49%) tendo os maiores aumento dentre todas as centenas de produtos e serviços pesquisados no IPCA.

    Apesar de apresentar uma discreta deflação, habitação (-0,01%) teve o segundo item com o maior peso na inflação de março, na RM Salvador: o gás de botijão (4,91%). Por outro lado, no grupo também está o item que mais ajudou a segurar o índice na região: a energia elétrica residencial (-2,95%).

    O grupo que apresentou a maior queda e também foi o maior responsável por segurar a inflação na RMS, em março, foi o da educação (-1,77%), especialmente por conta dos cursos regulares (-2,39%), em especial, do ensino fundamental (-3,28%).

    Já o grupo comunicação (-0,68%) apresentou a segunda maior retração, impulsionado pela queda do valor do aparelho telefônico (-3,19%).

    Apesar de os transportes terem, em média, exercido a principal pressão de alta no custo de vida em março, na RM Salvador, o aluguel de veículos foi o item que apresentou a maior queda (-25,44%) e deu a principal contribuição individual para segurar a inflação do mês. As passagens aéreas (-13,64%) também tiveram influência importante nesse sentido.

    Foto: Divulgação/IBGE
    Foto: Divulgação/IBGE