Americanas: como o mercado viu confirmação de fraude por comitê da varejista

    Para empresa, resultado da investigação da Americanas precisas ser divulgado ao mercado

    Foto: Americanas

    A Americanas (AMER3) anunciou na noite de terça-feira que uma investigação de um comitê independente encontrou a fraude contábil que acabou levando a companhia a de 95 anos a um fazer um dos maiores pedidos de recuperação judicial da história do Brasil em janeiro do ano passado, de acordo com informações do portal InfoMoney.

    A Polícia Federal está conduzindo uma investigação sobre a fraude de R$ 25,3 bilhões na Americanas.

    “As evidências apresentadas pelo comitê confirmam a existência de fraude contábil, caracterizada, principalmente, por lançamentos indevidos na conta fornecedores, por meio de contratos fictícios de Verbas de Propaganda Cooperada (VPC) e por operações financeiras conhecidas como ‘risco sacado’, dentre outras operações fraudulentas e incorretamente refletidas no balanço da companhia”, disse a Americanas em documento à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

    A varejista afirmou que tomará as medidas necessárias para informar as autoridades sobre as conclusões do comitê independente. A também disse que “continuará colaborando integralmente com as investigações em curso”.

    O ex presidente-executivo da Americanas, Miguel Gutierrez, um dos principais alvos da investigação policial, foi brevemente preso em Madri no mês passado pela polícia espanhola antes de ser liberado. As autoridades brasileiras estão buscando sua extradição da Espanha, onde ele vive atualmente.

    Anna Saicali, ex-executiva da Americanas envolvida na suposta fraude contábil, entregou seu passaporte à polícia, o que a impede de deixar o Brasil por enquanto.

    Os advogados que representam Gutierrez e Saicali disseram em declarações separadas que seus clientes negam qualquer irregularidade e estão colaborando com a investigação.