Após ostracismo, Lojas Renner ganha espaço nas recomendações de analistas

    Melhora do braço financeiro deve impulsionar resultados das companhias

    Foto: reprodução site da Renner

    Após um tempo no ostracismo, com a C&A (CEAB3) despontando como favorita do mercado entre as varejistas brasileiras de moda fast fashion, as Lojas Renner (LREN3) parece ter voltado aos holofotes nas últimas semanas. Nos últimos dias, a companhia recebeu upgrades de dois bancos e ainda ficou entre as ações mais recomendadas para abril. As informações são do portal InfoMoney.

    Na terça-feira (2), o Bank of America recomendou a compra das ações da Lojas Renner, saindo da posição de neutralidade. Fora isso, os analistas da instituição americana também aumentaram o preço-alvo para o papel de R$ 16,50 para R$ 21.

    Como principal justificativa para a mudança, o BofA menciona que a varejista está com uma nova equipe de crédito e que ela “parece fazer progresso sólido em termos de melhor uso de dados, algoritmos mais ativos e voltados para o futuro”. Fora isso, a empresa, para os analistas, parece reativar seu núcleo de clientela de crédito.

    Durante 2023 e boa parte de 2022, as varejistas de moda sofreram por conta dos seus braços de crédito. A Realize, da Lojas Renner, por exemplo, registrou prejuízos durante boa parte do ano, o que só mudou no último trimestre, quando seu resultado foi positivo em R$ 3,2 milhões – o que foi visto como um “momento de inflexão”.

    As varejistas de moda focadas nas classes média e baixa, em momentos de juros mais altos, sofrem em duas frentes. Primeiramente, é normal os resultados serem deteriorados por provisões para devedores duvidosos (PDDs). Mas a baixa oferta de crédito também impacta negativamente o lado da receita, já que os clientes precisam de empréstimos para consumirem.