Após subir 22,8% no ano passado, Ibovespa tem 1º pregão de 2024 em queda

    Apesar do resultado negativo do primeiro pregão, analista da Empiricus Research não vê a queda como tendência

    Foto: Ibovespa

    Depois de subir 22,8% em 2023, o Ibovespa iniciou o ano de 2024 em queda, apesar da valorização das commodities.

    Conforme o InfoMoney, a baixa está alinhada às bolsas americanas, que fecharam com recuo na sexta-feira (29), quando a B3 ficou fechada. Outro fator que influenciou no resultado é a expectativa de desaceleração das economias dos Estados Unidos e da China.

    “Se pudéssemos expurgar as ações da Petrobras e da Vale que têm o maior peso, a queda do Ibovespa seria bem maior”, avaliou Fernando Ferrer, analista da Empiricus Research, citando como exemplo o declínio acima de 1,11% do SMAL11, um ETF que engloba as principais small caps da Bolsa brasileira.

    A expectativa do mercado está voltada agora para a divulgação de indicadores do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), nesta semana, que poderão indicar quando começará o processo de queda dos juros no país. No momento estima-se que a queda começará entre o primeiro e o segundo trimestres.

    “Tem uma correção hoje apesar de a agenda não estar tão cheia”, diz Alan Soares, analista da Toro Investimentos. “Ao longo da semana sairão dados e informações importantes nos Estados Unidos como índices de serviços, de emprego como o payroll e ata da última reunião de política monetária”, pontuou.

    Apesar do resultado negativo do primeiro pregão, Ferrer não vê a queda desta terça (2) como tendência. “Naturalmente, após meses de novembro e dezembro em altas, é natural vermos alguma acomodação, algum ajuste. No geral, para o médio prazo, a tendência segue bastante positiva. 2024 pode ser um ano de bom desempenho para o Ibovespa”, estima o analista da Empiricus.

    Como avalia a Guide Investimentos em relatório, os investidores estão mais cautelosos diante do forte desempenho dos ativos em novembro e dezembro, com destaque para a alta das taxas de juros nas economias centrais. Isso ocorre “ainda que as apostas continuem em torno de cortes de 1,5 ponto porcentual na Europa, EUA e Reino Unido para 2024”.

    Apesar de ter caído 0,01%, aos 134.185,24 pontos na quinta-feira (28), no último pregão de 2023, o Ibovespa subiu 22,8% no ano passado, a maior elevação desde 2019. Conforme a análise gráfica do Itaú BBA, os próximos objetivos do Índice Bovespa estão em 137 mil e 150 mil pontos – nível a ser perseguido ao longo de 2024.