Atraso na vacina impacta economia e Banco Central, diz Campos Neto

    Executivo observou que em alguns países que sofrem com segunda onda já há uma revisão de crescimento para baixo

    Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

    O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que um possível atraso na vacinação da população brasileira contra a Covid-19 teria impacto no crescimento econômico do curto prazo, bem como na política monetária da autarquia. O executivo observou que em alguns países que sofrem com a segunda onda já há uma revisão de crescimento para baixo, “ainda de forma muito embrionária”.

    Para Campos Neto, um atraso de vacinação combinado com aumento de casos pode implicar em mobilidade menor que  vai impactar na economia e, consequentemente, em variáveis chave para a tomada de decisões da autoridade monetária. Contudo, para Campos Neto, no cenário atual nada indica que haverá um atraso nas vacinas.

    “O governo tem um plano, vemos que outros países estão anunciado planos e logística agora. Acho que temos que esperar um pouco para ver o resultado do que está sendo feito, como que a logística vai avançar e qual vai ser a reação da população uma vez que a vacina estiver em curso”, completou.

    Na avaliação dele, globalmente, o mercado financeiro já está precificando o avanço das vacinas ao em vez da manutenção dos programas emergenciais fiscais. Por isso, o investimento em vacinas seria mais barato para o Brasil do que uma eventual prorrogação do auxílio emergencial, por exemplo. “Isso significa que o mercado deixou de olhar uma solução temporária e começou a enxergar uma solução definitiva”, explicou. Fonte: CNN