Aumento de salário mínimo a R$ 1.400 custa R$ 42 bi aos cofres públicos

    A promessa feita por Bolsonaro (PL), na sexta-feira (29), não está prevista na PLOA 2023

    Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

    As vésperas do segundo turno eleitoral, o candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) prometeu aumentar o salário mínimo para R$ 1.400 em 2023, este aumento, no entanto custaria cerca de R$ 42 bilhões aos cofres públicos, conforme os cálculos do economista e coordenador do Observatório Fiscal do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), Manoel Pires.

    O valor prometido por Bolsonaro na sexta-feira (28), durante debate eleitoral exibido pela TV Globo, não está previsto no Orçamento de 2023, enviado pelo presidente ao Congresso Nacional em agosto.

    O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) prevê um salário mínimo de R$ 1.302, que representa apenas a correção pela inflação do valor atual, de R$ 1.212.

    Com o Orçamento do ano que vem, o salário mínimo vai completar quatro anos seguidos sem aumento real, isto é, acima da inflação. O último ganho real foi concedido em 2019, aprovado pelo governo anterior, de Michel Temer.