B3 cai 4,8% e fecha setembro como pior mês desde março

    Pregão desta quarta teve alta de 1,09%, mas volume financeiro negociado baixo; dólar tem valorização de 40,02% no ano

    Os sinais de recuperação gradual da econômica – identificados em algumas áreas – passaram longe da bolsa de valores. Com queda mensal de 4,8%, a brasileira B3 teve o pior mês desde março, quando a pandemia de Covid-19 começou.

    Nesta quarta-feira (30), o pregão teve alta de 1,09%, mas volume financeiro negociado relativamente baixo R$ 24,215 bilhões. O índice de referência Ibovespa sequer passou a barreira de 95 mil pontos, ficando em 94.603 pontos.

    O cenário externo, sobretudo nos Estados Unidos, impulsionaram as transações no Brasil. Declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, visando reduzir o “barulho” em torno do programa Renda Brasil deram algum estímulo, assim como a geração de 249.388 vagas formais de trabalho informada pelo Caged. Mas as incertezas quanto aos rumos fiscais se mantém no radar dos investidores.

    No câmbio, o dólar comercial recuou 0,44%, sendo cotado a R$ 5,615. No mês, a divisa se valorizou em 2,46% sobre o real. No ano, a apreciação da moeda norte-americana alcançou 40,02%.