B3 inicia testes em setembro para entrar no mercado de recebíveis

    Autorizada pelo BC a operar neste ramo - que deve movimentar R$ 2,5 trilhões este ano -, empresa criou uma superintendência específica para a nova atividade

    Foto: Assessoria B3

    A B3 – nome derivado dos termos Brasil, Bolsa, Balcão – inicia em setembro os testes operacionais para entrar no mercado de recebíveis, que são garantias de dívidas de boa aceitação no mercado. O Banco Central autorizou, no final de agosto, a bolsa de valores brasileira a opera neste segmento. As informações são da Exame.

    Para atuar nesta atividade,a B3 criou a Superintendência de Produtos de Recebíveis, que será assumida por Fernando Bainchini. Em um primeiro momento, a empresa atuará com recebíveis de cartão de crédito. Bianchini explicou que as agendas de testes de interoperabilidade com as empresas que já atuam neste mercado – a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), fundada em 2001 e controlada pelos grandes bancos; a Central de Recebíveis (Cerc), lançada por um grupo de ex-executivos do mercado financeiro em 2015; e a TAG, criada em 2018, pelo grupo Stone.
    “Em meados de setembro iniciamos o roteiro de testes e precisamos ter sucesso em todos eles. A partir daí emitimos uma ‘carta de prontidão’ que é enviada ao BC e, sete dias depois, a registradora (de recebíveis) pode começar a operar. Estamos muito animados com a autorização e estamos tendo reuniões muito produtivas com potenciais clientes”, afirma Bianchini. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs)o mercado de recebíeis pode chegar a R$ 2,5 trilhões neste ano.